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Bate Papo

Entrevista – Tiago J.

By August 13, 2021No Comments

Entrevista Tiago J.

Hoje sou locutor e sou padeiro também. Já trabalhei com publicidade, já trabalhei como ator. Durante um ano atuei em Malhação e fiz algumas peças de teatro. De tudo um pouco, fui misturando, mas o que gosto mesmo hoje é de usar a voz pra trabalhar.

Ouça a Entrevista:

Como você começou na carreira?

Eu comecei como ator e fiz muito trabalho de voz lendo muitos textos como ator e entendo que a carreira começou aí, onde o artista se mostra mais versátil do que se imagina. Depois disso, fui trabalhar com áudio.

Queria ser produtor musical, finalizador, mixagem de peça, sound design, sabe? Mas, acabei fazendo a parte comercial, no atendimento ao cliente. Dentro da produtora, comecei a participar de alguns testes fui bem.

Faz uns 15 anos… Na verdade, não… Faz 13 anos. Estou com 39 hoje.

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Qual é a habilidade mais importante para um(a) locutor(a)?

A habilidade mais importante do locutor é saber ouvir, saber entender um briefing, interpretar um texto. Dialogar com quem tá a volta e aceitar dicas. Entender que você existem caminhos diferentes para o trabalho e que são diferentes do que estão na sua cabeça e tentar ser sempre flexível. Ficamos muito presos nas próprias opiniões. Sendo flexível e ouvindo a opinião dos que trabalham com você, dá pra aprender muito.

Quais são os maiores desafios que essa profissão apresenta no cotidiano?

Na verdade, acho que um dos maiores desafios é a disponibilidade, porque trabalhando com publicidade ou cinema, os horários acabam sendo diferentes e mais alternativos. Assim, é bom estar disponível onde quer que esteja. Agora, ouvindo essa frase, sobre a possibilidade do trabalho à distância te deixar livre pra trabalhar de qualquer lugar do mundo: são os dois lados da mesma moeda. Mas, no cotidiano é bom poder gravar, estar disponível e sempre ser muito rápido nas respostas. O mundo digital de hoje exige rapidez.

Tem alguma história engraçada ou briefing diferenciado pra contar pra gente?

Bom, eu tenho 2 histórias pra contar: trabalhei como radialista e fomos cobrir o Rock In Rio e fui entrevistar o Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) e ele, simplesmente tomou a entrevista pra ele e começou a me entrevistar. No meio do papo vimos que a entrevista que ia levar 5 minutos, tomou meia hora. Os repórteres das outras rádios já começavam a olhar atravessado pra mim pela demora na entrevista que, na verdade, quem fazia era o Dinho. Outro caso legal, foi quando encontrei o Emicida no mesmo evento e já o tinha entrevistado anteriormente e ele chegou, me cumprimentou, chamou pelo nome e me deu um abraço e eu falei: “Cara, como é gostoso e importante sentir seu trabalho reconhecido.”

Qual a importância de agências de locução como a Loc On Demand para o seu trabalho?

As agências de locução, hoje, além de terem o contato com o cliente, ajudam na administração de carreira… Comigo e com a Loc on Demand isto acontece muito: sempre fui muito consultado sobre os castings e projetos que apareciam e respeitado nas minhas opiniões.

Considerando esse mundo mais desestruturado nas associações trabalhistas ou de classe… No nosso caso não há uma associação de locutores que vá “defender o seu trabalho, então as agências servem como uma guia.

Servem como uma interface para comunicar um pouco das nossas preocupações sobre cachê, veiculação, tipos de trabalho. Não é bem uma proteção, mas serve como um bom canal de contato e apoio.

Quais são os seus objetivos daqui pra frente? Alguma novidade por vir?

Além de trabalhar com publicidade, onde se tem muito roteiro “diferente” pra fazer, gostaria de investir um pouco mais em dublagem, que é um trabalho legal dar vida através da voz para outros personagens. Gostaria de voltar a “fazer rádio” que é um momento de estar fazendo ao vivo em contato com muita gente, entrevistando… Tem esse envolvimento e o momento social que me pega. E como não gosto de fazer uma coisa só, eu sou padeiro também, então quem sabe, gostaria de colocar minha padaria pra funcionar daqui 1 ano e meio… Hehehe.

Qual conselho você daria para quem está começando no ramo?

O conselho que eu daria é: leia muito! Falo isso, porque somos intérpretes assim como muitos cantores que tem por aí. Lendo mais, isso aumenta seu repertório não somente de frases, mas também para propor soluções para os clientes. Então, leia de tudo…

Tudo que seja possível e não somente as redes sociais, o que acontece no WhatsApp. Lendo os mais diversos autores, nos ajuda a construir linguagem. E também, um pouquinho de fonoaudióloga sempre ajuda.

Durante os tempos de rádio, fiz muito exercício com fonoaudióloga, o que me ajudou a conseguir pensar antes de falar, diferente da “vida normal”, onde falamos o que vem na mente. Então: ler muito pra ter interpretação de texto e exercícios de dicção são boas maneiras de praticar sempre.

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